NOVO ENDEREÇO

Este blog será definitivamente deletado dentro de alguns dias.

O novo endereço é  ... http://blogdoronan.blogspot.com/

Além da nova localização, houve uma repaginação dos eventos com a inclusão semanal de publicações escultóricas,

trazendo fotos, links, eventos etc.

Certamente estamos mudando para muito melhor.

Aguardo voce por lá.

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Escrito por ronanwittee às 18h10
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G20-Reunião de Washington

Nota- Simplesmente colo a carta divulgada para que adiante seja possivel conferir o desempenho
dos aspectos acordados entre os participantes:
Encontro sobre mercados financeiros e economia mundial
1. Nós, líderes do Grupo dos Vinte, conduzimos uma reunião inicial em Washington em 15 de novembro de 2008, em meio aos sérios desafios à economia do mundo e aos mercados financeiros. Estamos determinados a reforçar nossa cooperação e trabalhar juntos para restaurar o crescimento global e alcançar as reformar necessárias nos sistemas financeiros mundiais.
2. Nos últimos meses nossos países têm tomado medidas urgentes e excepcionais para apoiar a economia global e estabilizar os mercados financeiros. Esses esforços devem continuar. Ao mesmo tempo, devemos criar as bases de reformas para ajudar a assegurar que uma crise global, como essa de agora, não ocorra novamente. Nosso trabalho será guiado pela visão compartilhada de que os princípios do mercado, comércio aberto, regimes de investimento e mercados financeiros efetivamente regulados estimulam o dinamismo, inovação e empreendedorismo que são essenciais para o crescimento da economia, emprego e redução da pobreza.

Raízes e causas da atual crise
3. Durante um período de forte crescimento global, crescimento no fluxo de capital e prolongada estabilidade no início desta década, os participantes do mercado procuraram retornos maiores sem uma adequada avaliação dos riscos e falharam em adotar os procedimentos de due diligence. Ao mesmo tempo, padrões fracos de subscrição, práticas não saudáveis de gerenciamento de risco, produtos financeiros cada vez mais opacos e complexos, e consequente alavancagem excessiva combinaram para criar vulnerabilidade no sistema. Os formuladores de política, reguladores e supervisores em alguns países desenvolvidos, não avaliaram adequadamente os riscos que se criavam nos mercados financeiros, o ritmo com a inovação financeira, ou levaram em conta as ramificações sistêmicas das ações regulatórias domésticas.
4. Dentre os fatores principais para a atual situação estão, entre outros, insuficientes e inconsistentes políticas macroeconômicas coordenadas, reformas estruturais inadequadas, que levaram a insustentáveis conseqüências macroeconômicas. Esses desenvolvimentos, juntos, contribuíram para excessos e resultaram no final em severos rompimentos do mercado.

Ações tomadas e a serem tomadas
5. Temos tomado fortes e significativas ações até o momento para estimular nossas economias, oferecer liquidez, reforçar o capital de instituições financeiras, proteger poupanças e depósitos, reparar deficiências regulatórias, descongelar mercados de crédito e estamos trabalhando para assegurar que instituições financeiras internacionais (IFIs) possam oferecer apoio crucial para a economia global.
6. Mas é preciso fazer mais para estabilizar os mercados financeiros e estimular o crescimento econômico. O impulso econômico está desacelerando substancialmente nas principais economias e a perspectiva global se enfraqueceu. Muitas economias emergentes, que ajudaram a sustentar a economia mundial nesta década, ainda gozam de bom crescimento, mas cada vez mais são impactadas pelo desaquecimento global.

7. Contra este cenário de deterioração das condições econômicas, concordamos que uma resposta mais ampla de política é necessária, baseada em cooperação macroeconômica mais próxima para restaurar crescimento, evitar espirais negativas e apoiar as economias emergentes e países em desenvolvimento. Como medidas imediatas para atingir esses objetivos, bem como enfrentar desafios futuros, iremos:

Continuar nossos vigorosos esforços e tomar mais ações que forem necessárias para estabilizar o sistema financeiro.
Reconhecer a importância do apoio da política monetária, conforme apropriado para condições domésticas.

Usar medidas fiscais para estimular a demanda doméstica com efeito rápido, como apropriado, enquanto se mantém uma política que conduza à estabilidade fiscal.

Ajudar economias emergentes e em desenvolvimento a obter acesso aos financiamentos nas difíceis atuais condições financeiras, incluindo através de instrumentos de liquidez e programas de apoio. Ressaltamos o papel importante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em resposta à crise, saudamos sua nova linha de liquidez de curto prazo e apelamos para que a atual revisão de seus instrumentos assegure flexibilidade.

Encorajar o Banco Mundial e outros bancos multilaterais de desenvolvimento (MDBs, na sigla em inglês) a usarem sua capacidade total para apoiar seu plano de desenvolvimento, e elogiamos a recente introdução de novos instrumentos pelo Banco Mundial nas áreas de infra-estrutura e negociação financeira.

Garantir que FMI, Banco Mundial e outros MDBs tenham recursos suficientes para continuar desempenhando seus papéis na superação da crise.

Plano de Ação para Implantar os Princípios da Reforma
Este Plano de Ação expõe um amplo plano de trabalho para implantar os cinco princípios acordados para a reforma. Nossos ministros das finanças trabalharão para garantir que as tarefas estabelecidas por este Plano de Ação sejam implantadas total e vigorosamente.

Eles são responsáveis pelo desenvolvimento e implantação dessas recomendações, valendo-se do trabalho dos órgãos relevantes, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), um Fórum de Estabilidade Financeira (FSF na sigla em inglês) ampliado e órgãos normativos.

Fortalecendo a transparência e a prestação de contas

Ações imediatas até 31 de março de 2009
Os órgãos-chave globais de padrões de contabilidade devem trabalhar para aprimorar as orientações para a cotação de títulos negociáveis, também levando em conta a cotação de produtos complexos e ilíquidos, especialmente em períodos de turbulências.

Órgãos de padronização contábil devem avançar significativamente seu trabalho para enfrentar a fraqueza dos padrões de prestação de contas e divulgação das operações fora de balanço.

Órgãos reguladores e de padronização contábil devem aprimorar os instrumentos de finanças complexas de divulgação obrigatória pelas firmas para participantes do mercado.

Visando promover a estabilidade, a governança do órgão internacional de padronização contábil deve ser ampliada, inclusive pela revisão de seus membros, em particular para garantir a transparência, prestação de contas e uma relação apropriada entre esse órgão independente e as autoridades relevantes.

Órgãos do setor privado que já desenvolveram boas práticas para consórcios privados de capital e/ou fundos hedge devem apresentar essas propostas para o estabelecimento de boas práticas unificadas. Os Ministros das Finanças devem avaliar a adequação dessas propostas, explorando as análises de órgãos reguladores, do FES expandido e de outros órgãos relevantes.

Ações de médio prazo
Os órgãos-chave globais de padronização contábil devem trabalhar intensivamente com o objetivo de criar um padrão global de alta qualidade.

Órgãos reguladores, supervisores e de padronização contábil, quando conveniente, devem cooperar regularmente entre si e com o setor privado para garantir aplicação e fortalecimento consistente de normas de contabilidade de alta qualidade.

Instituições financeiras devem prover a divulgação detalhada de riscos em seus relatórios e divulgar todas as perdas regularmente, de forma consistente com as boas práticas internacionais, quando apropriado. Os reguladores devem trabalhar para garantir que os demonstrativos financeiros de uma instituição financeira incluam um quadro completo, preciso e em tempo hábil das atividades da firma (incluindo as atividades fora de balanço) e sejam relatados de forma consistente e regular, fortalecendo regulações sólidas.

Regimes Regulatórios

Ações imediatas até 31 de março de 2009
O FMI, o FSF expandido e outros reguladores e órgãos devem desenvolver recomendações para mitigar movimentos pró-cíclicos, incluindo a revisão de como valorização e alavancagem, capital bancário, compensação executiva e práticas de provisionamento podem exacerbar tendências cíclicas.

Ações de médio prazo
Para os países e regiões que ainda não o fizeram, cada país ou região compromete-se em rever e relatar a estrutura e os princípios de seus sistemas regulatórios para se certificar de sua compatibilidade com um sistema financeiro moderno e crescentemente globalizado. Para esse fim, todos os membros do G-20 se comprometem a empreender o relatório do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP, na sigla em inglês) e apoiar avaliações transparentes do sistema regulatório nacional dos países.

Os órgãos apropriados devem rever a natureza diferenciada da regulação de bancos, títulos e seguros e providenciar um relatório esquematizando o assunto e recomendações com as melhorias necessárias.

Uma revisão do escopo da regulação financeira, com ênfase especial sobre instituições, instrumentos e mercados atualmente sem regulação, junto de garantias de que todas as instituições sistemicamente importantes sejam apropriadamente reguladas, deve ser realizada.

Autoridades nacionais e regionais devem rever os regimes de resolução e leis de falência à luz de experiências recentes para garantir que permitam uma diminuição ordenada de grandes e complexas instituições financeiras trans-fronteiriças.

Definições de capital devem ser harmonizadas para estabelecer medidas consistentes de capital e adequação de capital.

Supervisão prudente

Ações imediatas até 31 de março de 2009
Órgãos reguladores devem firmar passos para garantir que as agências de avaliação de crédito cumpram os mais altos padrões da organização internacional de reguladores de títulos e para evitar conflitos de interesse, provendo maior transparência para investidores e emissores, e classificações diferenciadas para produtos complexos.

Isso ajudará a garantir que as agências de avaliação de crédito tenham os incentivos corretos e a supervisão apropriada para permitir que realizem seu importante papel em prover informações e avaliações neutras para os mercados.

A organização internacional de reguladores de títulos deve fiscalizar a conformidade da adoção dos mecanismos e padrões de monitoramento pelas agências de avaliação de crédito.

As autoridades devem garantir que as instituições financeiras mantenham capital na quantidade necessária para sustentar a confiança. Os órgãos de padronização internacional devem estipular exigências de capital mais rígidas para as atividades de crédito e securitização dos bancos.

Supervisores e reguladores, a partir do lançamento iminente de serviços de contrapartida centrais de swaps de crédito (CDS) em alguns países, devem: acelerar os esforços para reduzir os riscos sistêmicos dos CDS e transações de derivativos no mercado de balcão (OTC); insistir para que os participantes do mercado apóiem a troca de plataformas eletrônicas de negociação por contratos CDS; expandir a transparência do mercado de derivativos OTC; e garantir que a infra-estrutura dos derivativos OTC possa agüentar volumes crescentes.

Ações de médio prazo
Agências de Avaliação de Crédito que provêem classificações públicas devem ser registradas.

Supervisores e bancos centrais devem desenvolver abordagens robustas e internacionalmente consistentes para a supervisão da liquidez de, e das operações de liquidez do banco central para bancos transnacionais.

Gerenciamento de Risco

Ações imediatas até 31 de março de 2009
Reguladores devem desenvolver diretrizes aprimoradas para fortalecer as práticas de gerenciamento de risco dos bancos, alinhadas com as melhores práticas internacionais, e incentivar firmas financeiras a reexaminar seus controles internos e implantar políticas reforçadas para gerenciamento de alto risco.

Reguladores devem desenvolver e implantar procedimentos para assegurar que as firmas financeiras criem políticas para um melhor gerenciamento do risco de liquidez, inclusive com a criação de reservas sólidas de liquidez.

Supervisores devem assegurar que firmas financeiras desenvolvam processos que forneçam medidas abrangentes e em tempo hábil de concentrações de risco e amplas posições de risco de terceiros sobre produtos e geografias.

As firmas devem reavaliar seus modelos de gerenciamento de risco para se protegerem contra estresses e reportar seus esforços aos supervisores.

O Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia (Basel Committee) deve estudar a necessidade de novos modelos para o teste de estresses, ajudando a desenvolvê-los de modo apropriado.

Instituições financeiras devem manter incentivos internos para promover estabilidade, e ações precisam ser tomadas, através de esforços voluntários ou ações regulatórias, para evitar esquemas de compensação que recompensem excessivos retornos ou risco de curto prazo.

Os bancos devem exercitar efetivo gerenciamento de risco e devida diligência sobre produtos estruturados e securitização.

Ações de médio prazo
Órgãos de padronização internacional, trabalhando com uma ampla gama de economias, bem como outros órgãos apropriados, devem assegurar que os formuladores de políticas regulatórias estejam cientes e sejam capazes de responder rapidamente à evolução e inovações dos mercados financeiros e seus produtos.

Autoridades devem monitorar mudanças substanciais nos preços de ativos e suas implicações para a macro-economia e o sistema financeiro.

Promovendo a integridade nos mercados financeiros

Ações imediatas até 31 de março de 2009
Nossas autoridades nacionais e regionais devem trabalhar juntas para aprimorar a cooperação regulatória entre jurisdições em níveis regionais e internacionais.

Autoridades nacionais e regionais devem trabalhar para promover o compartilhamento de informações sobre ameaças domésticas e externas à estabilidade do mercado e assegurar que as provisões legais nacionais (ou regionais, onde aplicáveis) sejam adequadas para lidar com essas ameaças.

Autoridades nacionais e regionais devem também revisar regras de conduta de negócios para proteger os mercados e os investidores, especialmente combatendo a manipulação de mercado e a fraude, fortalecendo a cooperação entre países para proteger o sistema financeiro internacional de atores ilícitos.

Em caso de má conduta, deverá existir um regime de sanções apropriado.

Ações de médio prazo
Autoridades nacionais e regionais devem implantar medidas nacionais e internacionais para proteger o sistema financeiro global de jurisdições não-cooperativas e não-transparentes que apresentem riscos de atividades financeiras ilícitas.

O Grupo de Ação Financeira (Financial Action Task Force) deve continuar seu importante trabalho de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, e apoiamos os esforços do Banco Mundial - Iniciativa da ONU para a Recuperação de Ativos Roubados (StAR na sigla em inglês).

Autoridades fiscais, com base no trabalho de órgãos relevantes como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD na sigla em inglês), devem continuar os esforços para promover a troca de informações fiscais.

A falta de transparência e falhas na troca de informações fiscais devem ser remediadas com rigor.

Reforçando a cooperação internacional

Ações imediatas até 31 de março de 2009
Supervisores devem colaborar para estabelecer colégios de supervisão para todas as grandes instituições financeiras internacionais, como parte dos esforços para fortalecer a vigilância de firmas internacionais.

Grandes bancos globais devem se reunir regularmente com os colégios de supervisão para discussões abrangentes sobre as atividades das firmas e avaliação dos riscos enfrentados.

Reguladores devem tomar todos os passos necessários para fortalecer arranjos de gerenciamento da crise internacional, incluindo a cooperação e comunicação entre si e com autoridades apropriadas, além de desenvolver listas de contatos abrangentes e conduzir exercícios de simulação apropriados.

Ações de médio prazo
Autoridades, com base especialmente no trabalho de reguladores, devem coletar informações em áreas onde a convergência de práticas regulatórias como padrões de contabilidade, auditoria, e seguro de depósito estejam fazendo progresso, necessitem de progresso acelerado, ou quando houver potencial para progresso.

As autoridades devem assegurar que medidas temporárias para restaurar a estabilidade e a confiança tenham distorções mínimas e sejam liberadas em tempo hábil, bem seqüenciado e de maneira coordenada.

Reformando as instituições financeiras internacionais

Ações imediatas até 31 de março de 2009
O Fórum de Estabilidade Financeira (FSF na sigla em inglês) deve se expandir a uma associação mais ampla de economias emergentes.

O FMI, com foco em vigilância, e o FSF expandido, com foco no estabelecimento de padrões, devem fortalecer sua colaboração, aprimorando os esforços para melhor integrar respostas regulatórias e supervisoras dentro da estrutura de políticas macro-prudenciais e conduzir exercícios de alerta com antecedência.

O FMI, dada a sua associação universal e especialidade macro-financeira essencial, deve, em coordenação próxima com o FSF e outros, assumir o papel de liderança na formulação de lições a serem tiradas da crise atual, consistentes com seu mandato.

Devemos revisar a adequação de recursos do FMI, Grupo do Banco Mundial e outros bancos de desenvolvimento multilateral e estarmos prontos para aumentá-los onde necessários.

As Instituições Financeiras Internacionais (IFIs) também devem continuar a revisão e adaptação de seus instrumentos de empréstimo para satisfazer adequadamente as necessidades de seus membros e revisar seu papel de empréstimo à luz da atual crise financeira.

Devemos explorar maneiras de restaurar o acesso de países emergentes e em desenvolvimento ao crédito e retomar fluxos de capital privado que são críticos para o crescimento e desenvolvimento sustentáveis, incluindo investimentos atuais em infra-estrutura.

Em casos nos quais severos distúrbios do mercado limitarem o acesso a financiamento necessário para políticas fiscais contra-cíclicas, bancos de desenvolvimento multilateral devem assegurar que sejam feitos arranjos em apoio necessário a esses países com um bom histórico e políticas sólidas.

Ações de médio prazo
Enfatizamos que as Instituições de Bretton Woods devem ser amplamente reformadas para que possam refletir mais adequadamente os pesos da economia em transformação no mundo econômico e responderem melhor a desafios futuros. Economias emergentes e em desenvolvimento devem ter maior voz e representação nessas instituições.

O FMI deve conduzir revisões de inspeção rigorosas e imparciais em todos os países, bem como dar maior atenção aos seus setores financeiros e melhor integrar as revisões aos programas conjuntos de avaliação do setor financeiro do FMI/Banco Mundial.

Com base nisso, o papel do FMI na provisão de aconselhamento em políticas macro-financeiras deve ser fortalecido.

Economias avançadas, o FMI, e outras organizações internacionais devem fornecer programas de capacitação para economias de mercado emergentes e países em desenvolvimento sobre a formulação e implantação de novas regulamentações importantes, consistentes com os padrões internacionais.

Escrito por ronanwittee às 16h58
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Na Barraca do Obama

Cumpriu-se a espectativa planetária.

Venceu quem deve desarmar a bomba econômica, resultado dos desvairados especuladores e das opções erradas de George W.Bush.



Escrito por ronanwittee às 13h26
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